Vida a dois

É amigos…

 

São quase 60 dias de casados. Como o tempo passa rápido! Nossos dias são tão calorosos e intensos que as horas e as semanas voam e nem percebemos. É uma experiência muito gostosa.

 

O dia-a-dia faz com que nos conheçamos mais e nos faz perceber detalhes que antes não reparávamos. Claro que encontramos divergências, afinal ninguém é igual a ninguém. O importante é ter consciência de que as diferenças sempre vão existir e saber lidar com elas de forma que ambos estejam satisfeitos com a solução encontrada. O companheirismo é muito importante. Uma coisa é o casal se ver nos fins de semana -quando estamos mais relaxados e livres do trabalho. Outra coisa é vivenciar todos os dias juntos: presenciar o cansaço, a mudança de humor e os altos e baixos dos nossos hormônios. Cada dia é uma nova e única experiência. É uma oportunidade de aprender novas formas de comportamento, novos hábitos, de ser mais paciente com o outro, de observar, de presentear e de dar carinho. Ser paciente e perseverante são as palavras chave para esta nova vida. Cada um tem seus hábitos adquiridos ao longo dos anos e agora estamos juntos criando os nossos novos hábitos. É um processo que não se conclui do dia para a noite.

 

Estou me sentindo muito feliz e completa nessa relação com o André. Estamos curtindo cada pedaço da nossa casa, cada peça nova comprada, cada presente recebido, cada novo hábito institucionalizado naturalmente, cada momento de tranqüilidade vivido. Outro dia ele disse que eu estou mais bonita depois do casamento. E não é que reparei que é verdade?! Meu semblante está mais sereno, menos preocupado. A organização do casamento é muito gostosa, mas não vou enganar vocês dizendo que não cansa fisicamente às vezes. Como agora o número de atividades diminuiu e não há mais data limite, eu tenho mais tempo para mim, para ele e para a casa. Posso pensar melhor na decoração dos cômodos, na disposição dos móveis e até na rotina de manter o lar saudável e organizado. Até que eu estou gostando desse negócio de ser “dona de casa”. Não é “Amélia”, mas toda mulher depois que casa tem naturalmente a tarefa de administrar o lar. Coisas do tipo: preocupar-se com algo que está acabando e precisa repor, fazer a lista de compras, planejar o cardápio, preparar a lista de tarefas da empregada, escolher os lençóis e as toalhas para substituição e etc.

 

Enfim é um novo e gigante capítulo em nossas vidas. Aos poucos tudo vai se organizando e quando menos pensarmos muitos anos terão se passado. Cada dia que passa, eu tenho ainda mais a certeza de que casei com um homem maravilhoso, humano com como qualquer pessoa, mas com inúmeras qualidades e muita disposição para dividir a nova vida comigo.

 

Bjs,

 

Michelle

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